26 de abr. de 2012

FORA DE ORDEM

RED – KING CRIMSON











A história do grupo King Crimson é muito longa e mesmo que se abrevie ao máximo, ela continuará longa. Por isso não quero entrar muito em detalhes aqui nesta seção. Pra quem não conhece, O King Crimson é um grupo inglês formado em 1968, pelo guitarista Robert Fripp e pelo baterista Michael Giles, remanescentes do trio Giles, Giles & Fripp, que pouco sucesso fez no final dos anos sessenta. O grupo teve em sua carreira, muitas formações diferentes, assim como fases bem distintas na construção de seu trabalho musical. Acho que não exagero ao dizer que essa banda enveredou pelos mais diversos estilos e tendências desde o final dos anos 60. Com o líder Fripp, um dos melhores guitarristas de todos os tempos, sempre se mantendo à frente, o grupo fez música de acordo com a formação de seus músicos, sinal da grande liberdade dada a eles pelo seu fundador, que aliás, nem gosta de se colocar como líder e sim como mais um integrante dos diversos projetos que se tornou o King Crimson ao longo dos anos. A primeira fase foi mais melódica e lírica em virtude da presença de Peter Sinfield, grande poeta, e do compositor Ian McDonald. Com a saída desses dois, entrou-se na segunda fase, pesada e experimentalista, que é de onde vem a minha indicação. É o sétimo disco do grupo. O que fecha essa fase. Lançado em 1974, com o simples nome de Red. É o disco indicado para quem não conhece o King Crimson. A partir daí, virá uma curiosidade natural em  conhecer o trabalho completo desse que é na minha modesta opinião o melhor grupo de rock progressivo da história. Só se vai descobrir ouvindo o disco. Tem um link abaixo e um espaço pra comentar no blog. É isso.


Zé Vicente






FORA DE ORDEM

A TERCEIRA LÂMINA – ZÉ RAMALHO



















Vou falar do Zé Ramalho, analisando não pela crítica, mas pela minha ótica. A carreira desse paraibano de Brejo da Cruz que está agora com 62 anos de idade, que começou em 1974, sempre foi insconstante. Ele gravou uma trilha de filme e dividiu um disco com o compositor e cantor Lula Cortes, que só é conhecido mesmo pelos fãs de verdade desses artistas nordestinos. Eu conheci o Zé Ramalho tocando violão no grupo que acompanhava o cantor Alceu Valença entre 1974 e 1977, se não me engano. Quem quiser pesquisar a carreira do Alceu vai descobrir, mas isso nem vem ao caso. Foi justamente em 1977 que ele gravou seu primeiro disco solo, que foi lançado no começo de 1978. Esse disco se tornou peça obrigatória em qualquer discoteca, não só no Brasil. É realmente um dos melhores discos de musica brasileira de todos os tempos e que fez com que o nome desse cantor de voz grave e mística se espalhasse rapidamente pelos quatro cantos do país. E veio o segundo disco, muito bom também e já se começava a achar que a inspiração e a criatividade do artista iria diminuir, como acontece com muitos que fazem exagerado sucesso no começo de carreira. Então Zé Ramalho lança em 1981 seu terceiro disco, que é o que indico neste momento. A Terceira Lâmina. Bem diferente dos dois primeiros, é um disco mais pesado e muito mais místico, característica desse paraibano. Confesso que nem eu esperava, e me surpreendi com a qualidade desse disco. A proposta é bem diferente daquela do primeiro, mas ele conseguiu seu objetivo. Letras fortes, temas complexos. Nem muito triste, nem tão dançante. Um disco bem equilibrado. Aí, sim. Pra mim a partir daí começa o declínio no trabalho desse grande compositor. Declínio que coincide com problemas particulares em sua vida. E sua carreira entrou definitivamente nos altos e baixos. Mas isso é tema para outra seção. O que acho no momento é que, apesar do tempo que passou desde o seu lançamento, A Terceira Lâmina ainda tem muito a cortar. Aproveite, baixe e opine.


Zé Vicente


http://www.mediafire.com/?idi56yal55q6k6k
 

LITERATURA

















Eventual

Às vezes
Penso em você,
Tem hora
Que bate saudade,
De vez em quando
Um lamento,
Quando sonho
Acordo triste.
Faço planos
Pra esquecer,
Quase sempre
Fracasso.
Horas vem,
Tempo passa,
Vez ou outra,
A lembrança fica.
E tudo volta
Ao começo.

Zé Vicente

19 de abr. de 2012

17 de abr. de 2012


FORA DE ORDEM

BODY COUNT  -  BODY COUNT










O Body Count é uma banda de rock pesado formada  em 1990, meio sem classificação, pois toca heavy metal, rap e às vêzes beira até o hardcore. Seu fundador, Ice T, um negro das ruas de Los Angeles, ligado ao Gangsta e também muito bem relacionado tanto com o pessoal do underground quanto com o mainstream, juntou-se a Ernie C, guitarrista e arranjador e outros tres amigos negros para criar esse grupo. Ice T usou sua formação rap para criar letras pesadas levadas ao som mais heavy metal. O resultado dessa mistura foi a criação de uma sonoridade bem pessoal. A voz de Ice, inconfundível deu uma cara bem própria ao som do grupo que saiu de Los Angeles, Califórnia pra conquistar o mundo. Envolvido com a censura e com as diferenças raciais, o Body Count teve dificuldades em difundir sua proposta musical, mas mesmo assim conseguiu lançar quatro Cds entre 1992 e 1994. A partir de então passou a fazer shows tocando o material já disponível que resultaram em diversos vídeos que estão por aí disponíveis. Vou indicar aqui o primeiro disco que tem o mesmo nome da banda, ou seja, Body Count. Lançado em 1992, o disco tem som muito pesado e letras viscerais, que falam da realidade do negro pobre americano  e deve ser ouvido de cabo a rabo em bom volume. Quem gosta de heavy metal verdadeiro vai querer pesquisar os outros discos. E vale a pena, assim como seus diversos vídeos. Se não conhece e tem curiosidade, aproveite o link, depois, se quiser, dê sua opinião.


Zé Vicente






FORA DE ORDEM


EU NÃO PEÇO DESCULPA – CAETANO VELOSO E JORGE MAUTNER






















  
Na realidade, eu vou indicar o disco Eu Não Peço Desculpa de 2002 mais pra quem já conhece esses dois caras que o lançaram. Caetano Veloso e Jorge Mautner. O baiano é figura muito popular desde muito tempo e dispensa apresentações, já o outro, carioca de 71 anos de idade, filho de judeu austríaco com iugoslava católica que nasceu enquanto a segunda guerra estava em andamento na Europa, não goza desse mesmo prestígio. Mautner, tão intelectual quanto Caetano é considerado no Brasil mais um dos chamados artistas malditos. De grande cultura e ideais comunistas, viveu entre músicos eruditos e aprendeu a tocar violino, instrumento não muito aceito na musica popular brasileira. Além de músico, é compositor, escritor, produtor e até ator em alguns filmes. Mas aí já é caso pra se consultar outra seção. Esta só mostra discos e esse merece estar aqui por apresentar a união da genialidade de duas figuras inquietas de nossa musica e cultura com  um resultado já esperado de liberdade e qualidade que vai contra a futilidade que se alastrou pelas emissoras de radio e televisão de uns tempos pra cá e que nos obrigam a escutar diariamente. Se você espera um disco de fácil digestão, nem escute. E mesmo pra quem já conhece as figuras, é bom ouvir o disco algumas vezes antes de se chegar a uma conclusão. O link está logo abaixo. Se quiser comentar fique à vontade. Toda opinião é democrática e bem aceita.


Zé Vicente

http://www.4shared.com/rar/2ZHBIcVy/caetano_veloso_eu_no_peo_descu.html



MUSAS DO ESQUINA


NADJA HADDAD


Dona de um dos sorrisos mais cativantes da TV brasileira, a simpática Nadja Haddad é homenageada agora no PAPO DE ESQUINA. Carioca de Nova Iguaçu, ela não seguiu a profissão de médica e começou sua carreira como Garota Capricórnio no Planeta Xuxa. Mas foi no jornalismo que Nadja se destacou. Começando na Rádio Tupi, foi rapidamente para a televisão. Bela e de muita sorte, escapou ilesa de um acidente no ano de 2005, quando foi baleada e correu sério risco de vida. Sorte dela e nossa também.


 














  


Assim Nadja conquistou seu espaço na Bandeirantes, começando no Primeiro Jornal, passando pela bancada do Jornal da Band e agora esbanja beleza no Vídeo News, uma versão parecida do Tudo a Ver. Não há nada melhor que terminar o dia com um dos rostos mais lindos da televisão brasileira brindando todos nós com matérias interessantes. Nadja é conhecida nos corredores da emissora como "A Bela da Band”.
LITERATURA





















Controle

(Para Ian Curtis)

Quem sabe
Realmente
Medir os sentimentos
De um homem?

Quem pode
Avaliar
Com certeza
O tamanho
De seus conflitos?

Quem encontrará
A razão
Para a angústia
De suas
Dúvidas?

Quem possui
O dom
De juntar
As partes
De um coração
Dividido?

Quem terá
A coragem
De atirar
A primeira
Pedra?

Zé Vicente


15 de abr. de 2012

VALE LEMBRAR
JOEY RAMONE (19/05/1951 - 15/04/2001)



Joey, nos traços do cineasta Tim Burton



Marcelo

14 de abr. de 2012

100 ANOS DE SANTOS





Hoje, 14 de abril de 2012, o Santos Futebol Clube comemora o seu centenário. Ao contrário do que aconteceu com o rival Corinthians, o alvinegro praiano festeja essa importante data de forma digna e discreta, sem repetir os exageros cometidos pelo time do Parque São Jorge. A trajetória e os títulos do peixe falam por si só, transformando-o numa das grandes equipes do futebol nacional e do mundo, além de por lá terem passado jogadores que marcaram a história desse esporte que move paixões ao redor do planeta. Fica aqui essa singela homenagem desse são-paulino que parabeniza os amigos Zé Vicente, Vitor, Romildo, Nelsinho, Netão, Marcão, Toninho, Zulú, Bárbara, Kelly, Fernando, Giovani, entre outros. 


Marcelo 

10 de abr. de 2012


FORA DE ORDEM



ANIMALS   -   PINK FLOYD


  
 

















 
Pink Floyd existiu por 31 anos, de 1965 a 1996. É, sem dúvida, um dos principais grupos de rock da história. Ao longo de sua carreira gravou discos memoráveis e muito conhecidos. Ultrapassou o limite do estilo musical para arrebatar fãs pelo mundo inteiro. Os admiradores desse grupo não são necessariamente roqueiros. A música do Pink Floyd quebrou barreiras. Tocaram rock psicodélico, progressivo, música de vanguarda e fizeram altas viagens musicais antes de resolverem parar de tocar como grupo. Isso porque seus principais integrantes seguiram carreira solo e se encontram até os dias de hoje em plena atividade. Para os mais antigos talvez seja mais fácil lembrar da primeira fase que durou cerca de três anos, quando contou com Syd Barrett, um músico inquieto que se afundou nas drogas pesadas e não agüentou seguir adiante, sendo substituído por David Gilmour. A partir daí começa a fase de sucesso desse incontestável grupo. Mas a história é longa e não cabe a mim contar, nem no espaço desta seção. Pra quem quiser pesquisar, tem material farto espalhado pela internet afora. Nesta seção eu indico discos. E não vou indicar nenhum dos mais famosos desta banda, e sim, um intermediário que considero, fora de série, apesar de não ter sido muito bajulado pela crítica. Trata-se do Animals, disco gravado em 1977 e que considero uma obra prima do rock progressivo. É um disco tenso, pesado e altamente melodioso, com temas interligados e interpretação impecável. É o décimo primeiro disco e está entre os dois mais vendidos e mais famosos, que nem vou mencionar. Se o leitor não conhece o Animals, eis a chance. Acho que seria bem interessante dar uma atenção especial a esse trabalho. E comentar, é claro.



Zé Vicente


http://www.filestube.com/8UDxfQMDtL3mKe40ucJHrn/PINK-FLOYD-ANIMALS-1977-320kbps.html



FORA DE ORDEM

COISA DE ACENDER  -   DJAVAN






















Como estão ficando velhos nossos principais cantores e compositores. Como está ficando escasso encontrar novos gênios para ocupar o lugar desses caras. O Djavan já tem 63 anos e é mais um da minha geração que vai passando e envelhecendo sem ter um substituto à altura seguindo seu caminho. É preocupante. A nossa música está se tornando coisa banal. Quem, como esse alagoano, vai se atrever a fazer mais que três acordes numa frase de música num tempo como esse? Difícil responder, Difícil ter. O Djavan conquistou prestígio internacional pela alta qualidade de suas harmonias, melodias e arranjos em cima de letras bem elaboradas e belas durante toda sua carreira que por incrível que pareça já beira os quarenta anos. O Djavan não é só aquele cara que coloca sempre uma música na novela. É necessário ouvir seus discos com muita atenção pra descobrir que a coisa vai muito além disso. Pode se constatar pelo alto respeito que os companheiros de profissão tem por esse grande músico, não só no Brasil, mas pelo mundo afora. Sua biografia é muito extensa e eu não posso entrar nesse mérito pois não tenho espaço e nem a intenção de fazer isso. Eu indico discos que julgo interessantes e é o que vou fazer agora.  Coisa de Acender é o décimo disco do Djavan. Ele foi lançado em 1992 e está bem no meio dos vinte que compõem sua carreira. Não é dos mais comerciais e portanto, é básico para uma análise mais profunda de seu trabalho em geral como compositor, cantor e músico. Sua alta qualidade e produção arrojada já o faz um disco altamente agradável mesmo aos que não são muito fãs de seu estilo. O link dá a chance de se conferir e comprovar. O blog da a chance de qualquer pessoa poder comentar. É isso.


Zé Vicente

http://www.4shared.com/rar/SL-9PPzw/Djavan_-_1992_-_Coisa_de_Acend.html


LITERATURA























Meios

Sou um homem
Que em mim
Não caibo
E transbordo
Em sentimentos.
Não consigo
Ser meio
Em nada.
Pra mim,
Tudo tem que
Ser completo.
Meio amigo,
Meio amante,
Meio inteiro,
Tudo mentira;
Não existem
Meias verdades.
E tento
Encontrar meios
Nunca com
Meios termos,
Por isso,
Às vezes
Pareço meio estranho,
Meio amargo
Como chocolate.
Prefiro um
Ou dois quilos
A um quilo e meio.
Meio alegre
Ou meio feio
Amor, amizade,
Gratidão,
Lembranças,
Do meio pra frente
Meias esperanças
Condenado
Por meios escusos
Até tento
Ser bonito
Nunca me achei
Meio alegre
Só sei que
Não caibo em mim
Sou cruel,
Impiedoso,
Dou meus sentimentos
Por inteiro.
Não queira
Me descobrir
Não tente
Me consertar
Comigo
Tudo tem que ser
Meio a meio.
Pra me acompanhar
Tem que ser
Um inteiro
Então,
O meu inteiro
Será o seu meio.

Zé Vicente



5 de abr. de 2012

VALE LEMBRAR
KURT COBAIN (20/02/1967 - 05/04/1994)



Por Christian Stellner


Marcelo

2 de abr. de 2012

LITERATURA






















Angel


Como um velho fantasma
Cortando as lembranças
Vejo um anjo pairando na luz
Me reviro em desejos
Um pobre diabo e sua cruz

Como a velha promessa
De novas mudanças
O destino maldito carrasco
Nomeando culpados,
como eu e você

Angel, prometa cuidar do meu sono
Prometa curar o abandono
Que essa rotina me traz

Angel, prometa curar as feridas
Me explica tuas idas e vindas
Que a fumaça custou apagar

Como um sonho batido
Em poucas memórias
O isqueiro ilumina o teu rosto,
pra que logo
No escuro eu não possa esquecer

Como a vida enlouquece
Pra depois acalmar
E te bate na cara
Sem ter chance de armar
O levante, a revanche, a revolta

Angel, prometa cuidar do meu sono
Prometa curar o abandono
Que essa rotina me traz

Antonio Altvater.

1 de abr. de 2012

CURIOSIDADE
O DIA DA MENTIRA







Historicamente, conta-se que o dia da mentira teria surgido na França, no século XVI, quando o Rei Carlos IX adotou o calendário gregoriano e instituiu o dia 1º de janeiro como o primeiro dia do ano. Anterior à mudança, as festividades do ano novo aconteciam entre os dias 25 de março e 1º de abril. Os mais tradicionais não aceitaram a novidade e continuaram a comemomar o início do novo ano na data extinta, o que teria sido motivo de gozação por parte dos que concordavam com a decisão do rei, que passaram então a enviar presentes e convites para festas que não existiam mais naquele período. Tais atitudes acabaram confundindo parte da população e teriam gerado dúvidas quanto à veracidade dos fatos. Com o passar do tempo e devido a todas as confusões causadas, o dia 1º de abril acabou tornando-se conhecido como o dia da mentira. Difícil saber se trata-se da verdade ou de mais uma peça de 1º de abril.


Marcelo

Todos nós temos duas vidas:
A que vivemos e a que sonhamos.


Marcelo (a frase não é minha, mas hoje para mim faz todo sentido)